Angola inaugura nova sede da CPLP em Lisboa
O vice-presidente de Angola, Fernando da Piedade Dias dos Santos, inaugurou no dia 7 de Fevereiro, em Lisboa, a nova sede da organização, em representação oficial do Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos.
A placa que assinala a inauguração do novo espaço, o Palácio Conde de Penafiel, foi descerrada por Fernando da Piedade Dias dos Santos, juntamente com o Presidente da República Portuguesa, Aníbal Cavaco Silva.
Segundo o vice-presidente de Angola, com a nova sede em Portugal estão reunidas as condições para cumprir o desígnio de conferir à CPLP “a dimensão e a grandeza dos nossos povos”, conforme foi recomendado pelo Presidente José Eduardo dos Santos, no final da VIII Cimeira da Comunidade.
O ato de inauguração da nova sede da CPLP em Lisboa assinala, ainda, a comemoração dos 15 anos da organização, criada a 17 de Julho de 1996. Hoje, a Comunidade dos oito países lusófonos apresenta na sua agenda política novos desafios e novas prioridades em termos da sua acção política, social e cultural.
Neste novo quadro de actuação adquire especial relevo o combate à SIDA, a erradicação da fome, da pobreza e do analfabetismo, paralelamente como o fortalecimento da língua portuguesa e o reforço dos laços de amizade e de cooperação entre todos os Estados membros.
Foi neste sentido que o Presidente da República Cavaco Silva felicitou o trabalho e o empenho com que Angola tem conduzido o seu mandato na presidência da CPLP, demonstrando capacidade de inovação nos novos domínios de cooperação e de concertação política. Cavaco Silva salientou, ainda, o potencial estratégico da Comunidade como “um eixo central da política externa dos Estados que a integram” constituindo-se, assim, como um “valioso elemento de valorização do papel de cada um dos países membros no contexto regional e internacional em que se inserem”.
No mesmo dia da inauguração teve lugar um Conselho de Ministros extraordinário com os chefes da diplomacia de todos os países membros, a fim de serem analisadas questões atinentes à segurança alimentar das populações e à cooperação económica entre os estados membros. Foram igualmente analisados a instabilidade política na Guiné-Bissau e a questão da adesão da Guiné Equatorial à Comunidade.
07 fevereiro 2012
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