José Eduardo dos Santos defende Diálogo e Cooperação para Ultrapassar as Dificuldades

No seu discurso de agradecimento pelos cumprimentos de Ano Novo do Corpo Diplomático acreditado de Angola, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, defendeu a primazia do diálogo e do entendimento pacífico na resolução de todas as crises e de todas as dificuldades, a nível nacional e internacional.

A cerimónia oficial decorreu no Salão Nobre do Palácio Presidencial em Luanda, na presença do Núncio Apostólico e dos chefes das missões diplomáticas em Angola. O encontro constituiu a ocasião para o Chefe de Estado reforçar o compromisso de continuar a trabalhar no sentido de “construir a confiança global em todas as nações pelo diálogo”, para que o ano de 2012 “venha a ser melhor do que os precedentes” na vida do povo angolano.

Olhando em retrospectiva os resultados que Angola alcançou nos últimos anos, o Presidente elogiou a coragem do país na construção do desenvolvimento e do progresso, através da implementação de políticas e opções estratégicas que permitiram edificar uma economia “que servisse os interesses de Angola e dos angolanos”, explicou o Chefe do Executivo.

Actualmente, a economia angolana regista uma taxa de crescimento real de 12,8% e o Programa de Investimento Público (PIP) triplicou em quatro anos, dados que demonstram que “o país está a avançar e a vida dos angolanos também está a melhorar progressivamente”, assegurou o Presidente, José Eduardo dos Santos.
No mesmo sentido, as políticas públicas implementadas pelo Executivo angolano permitiram alcançar a redução progressiva dos índices de pobreza da população, potenciaram o aumento do emprego e, por conseguinte, conduziram à melhoria dos índices de desenvolvimento humano do país.

Os referidos indicadores são a prova de que as reformas do Executivo têm sido bem sucedidas e de que o Estado angolano é capaz de trilhar o seu próprio progresso, alheio às interferências externas, “sempre susceptíveis de minar as relações e criar traumas e suspeições muitas vezes difíceis de ultrapassar”, explicou.

Perante o Corpo Diplomático acreditado de Angola, José Eduardo dos Santos defendeu, pelo contrário, o uso da solidariedade e da cooperação, como forma de garantir que todos os países se comprometam com “causas que beneficiam toda a Humanidade, como a defesa do ambiente, o combate ao narcotráfico e ao crime organizado, a promoção da saúde e o fim pacífico dos grandes conflitos”.

No seu discurso oficial de abertura do Novo Ano, o Chefe de Estado reafirmou, igualmente, a necessidade de se prosseguir com a transformação económica e social do país, motivo pelo qual apelou, mais uma vez, à participação da Administração Pública, do sector privado e da sociedade civil, no sentido de “melhorar ainda mais o bem-estar dos angolanos, aumentando o acesso à educação, à saúde, à habitação, ao emprego, à energia e à água”.

Neste processo, o Chefe de Estado, José Eduardo dos Santos, apelou para que todos os intervenientes façam “da negociação, do diálogo social e da busca do consenso mais alargado” a “trave mestra” de desenvolvimento social que o país pretende construir e consolidar.


15 janeiro 2012

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